Elias Ishy vota contra lei que altera IPTU

A votação em regime de urgência da Lei nº 153/2012 (035) não teve voto favorável do vereador Elias Ishy (PT). O parlamentar foi contrário à medida de autoria do Poder Executivo aprovada nesta terça-feira (13) pela Câmara Municipal. A proposta versa sobre a planta de valores genéricos unitários de terrenos e tabelas de preços de edificações, relativas aos imóveis localizados no perímetro urbano de Dourados, para efeito de lançamento do IPTU e ITBI.

O parlamentar avalia que não houve o debate adequado. Segundo ele, a alteração proposta pelo Executivo deve provocar altas de até 500% nos valores pagos em IPTU por alguns proprietários. "É uma questão que deveria ser melhor analisada e ter mais explicações porque o impacto vai ser bastante grande", justificou. "Sou contrário ao regime de urgência porque os vereadores talvez não tenham tido tempo de analisar o projeto, uma vez que ele chegou a Casa na quarta-feira e tem mais de 500 páginas".
Com o próprio carnê de IPTU exposto na tribuna da Casa de Leis enquanto discursava, o vereador deixou claro que não contestava o mérito da lei, mas argumentou que a crescente de valores deveria ser gradual e não repentina como foi aprovada. "Tem caso de aumento de mais de 500%. Que a gente não faça regime de urgência para poder discutir melhor esse projeto de forma mais madura, porque como vai mexer na vida de todo mundo, a gente vai ter que dar satisfação a toda nossa população. Vai ser um choque e que nós vamos ter que explicar.", destacou.
Para ilustrar, Ishy citou o caso da Rua dos Abacateiros, no Jardim Colibri. "Em alguns imóveis o valor pago neste ano passado terá acréscimo de 57%", informou. Na Rua Eisei Fujinaka, no Altos do Indaiá, por exemplo, o metro quadrado passa de R$ 16,50 para R$ 60. E não para por aí. O aumento do IPTU vai chegar a 203% em algumas ruas no Jardim Europa, segundo o parlamentar. "Imóveis de 600 metros quadrados que hoje têm custo de R$ 600 passa para R$ 1.800 a partir do ano que vem". "Será que é justo esse preço de um ano para o outro?", questionou.
Apesar dos argumentos apresentados pelo vereador Elias Ishy, que votou contrário, a Lei foi aprovada.

Foto: Divulgação
Vereador Elias Ishy argumentou contra a aprovação da lei expondo o próprio carnê de IPTU na tribuna da Câmara

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