Em 2012, UFGD enviou 19 estudantes para o exterior através do 'Ciências sem Fronteiras'

A meta é oferecer mais de 101 mil bolsas até 2015 para alunos de graduação e pós-graduação Estudantes da Engenharia de Energia em Lisboa, no final do ano passado Estudantes de Agronomia, Biotecnologia, Engenharia de Energia e Medicina passaram em 2012 pela seleção do "Ciência sem Fronteiras" e cursaram disciplinas e estágios em universidades de excelência no exterior.
Nos editais para ingresso no primeiro semestre de 2012, foram oito alunos da primeira turma de Biotecnologia, sendo que alguns já retornaram ao Brasil e outros estão em fase final de mobilidade no exterior. Para ingresso no segundo semestre de 2012, foram nove alunos de Engenharia de Energia, uma aluna de Medicina e um aluno de Agronomia.

Entre as vantagens mais citadas por todos os estudantes da UFGD estão incrementar o currículo para o mercado de trabalho e para as seleções de pós-graduação e ainda conhecer culturas de outros povos. Luiz Augusto Cauz dos Santos, por exemplo, fez amizade com intercambistas da Alemanha, México, França, Holanda, Bulgária, China, Portugal e Egito. "Conhecer novas culturas, pessoas de todas as partes do mundo e ser mais independente faz com que o intercâmbio não seja só no sentido profissional, mas em grande parte também no sentido pessoal", defende Luiz.
Outra facilidade é que os alunos de Dourados estão mais perto de grandes eventos internacionais. Igor Chiarelli Perdomo apresentou três trabalhos desenvolvidos na UFGD no Congress of Environmental Microbiology and Biotechnology (EMB2012), realizado em Bologna, Itália. "Realmente foi muito bom o congresso, com 390 delegados inscritos, de 52 países diferentes. Foi sediado pela universidade mais antiga do mundo, a Alma Mater Studiorum (Università di Bologna). Este congresso abordou, de uma forma geral, as pesquisas mais promissoras envolvendo a tecnologia e o desenvolvimento sustentável. Um exemplo do que foi discutido no congresso é o uso de biomassa não alimentar, como resíduos vegetais e algas, para gerar energia e substituir o petróleo", contou o estudante, que está no Politecnico di Milano (Itália) e retorna para o Brasil em abril de 2013.
Janaína Schultz Soares estuda com outros quatro colegas da UFGD na Universidade de Vigo, Espanha. Ela conta que na cidade são aproximadamente 90 brasileiros pelo "Ciência sem Fronteiras" e considera o programa algo bem elaborado, "que proporciona uma experiência única em nossas vidas" e que "com certeza será de grande importância para a educação brasileira". Para comemorar as festas de final de ano, os alunos de Engenharia de Energia da UFGD se reuniram e conheceram juntos diversos pontos turísticos.
É HORA DE ESTUDAR NO EXTERIOR !
A graduação-sanduíche é uma das principais novidades do programa "Ciência sem Fronteiras", que incentiva estudantes brasileiros a participarem de mobilidade internacional em centros de excelência no exterior, oportunidade que antes era mais frequente para mestrandos e doutorandos.

O "intercâmbio", atualmente configurado como "mobilidade internacional", sempre foi estimulado para uma formação mais ampla dos estudantes. No entanto, a maioria das universidades podia oferecer apenas a isenção das taxas escolares e as famílias tinham que arcar com todas as despesas do filho fora do país.

Agora, os candidatos aprovados para a Coréia do Sul, por exemplo, além de não pagarem as taxas escolares, receberão – em dólares americanos – bolsa mensal de USD 870,00, recursos para acomodação ou alimentação de USD 300,00 (mensal), auxílio instalação de USD 1,3 mil, seguro-saúde de USD 70,00 (mensal), auxílio material didático (computador portátil ou tablet) de USD 1 mil e auxílio deslocamento ou passagens aéreas de ida e de volta.

Recursos que mostram que o que mudou com o "Ciência sem Fronteiras" foi a decisão do Governo Federal em definir a cooperação e mobilidade internacional como estratégica para, de acordo com a divulgação oficial, "promover a expansão e a consolidação da ciência, tecnologia e inovação no Brasil".

Para isso, está custeando todos os auxílios para a mobilidade, oportunizando que alunos de famílias com menor poder aquisitivo, estudantes de cursos das áreas que foram priorizadas, possam ter a experiência internacional. No entanto, o critério de seleção primordial é o desempenho acadêmico (currículo) e uma das etapas da seleção requer o domínio de língua estrangeira, geralmente a inglesa, critério que pode afastar quem não teve condições de fazer um cursinho particular.

Atenta a essa necessidade, a UFGD oferece, por meio do Programa de Apoio Pedagógico, da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (Proae), bolsas para cursos no Centro de Línguas da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Já com a responsabilidade de coordenar o "Ciência sem Fronteiras" na universidade está o Escritório de Assuntos Internacionais (ESAI).

Acesse: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br

Confira a entrevista com cada aluno em: http://www.ufgd.edu.br/comunicacao
Da UFGD para...
EUA/Ferris State University - Gabriel Luiz Baldasso
EUA/Saint Louis University - Larissa Chioquetta Lorenset
EUA/Kent State University - Rosana Alessandra Segatto
Itália/Politecnico di Milano - Igor Chiarelli Perdomo
Portugal/Universidade de Beira Interior - Guilherme Tonial Neves
Portugal/Universidade do Minho - Dágon Manoel Ribeiro
Espanha/Universidade de Valladolid - Ricardo Fachinelli
Espanha/Universidade de Vigo - Samara Keiko dos Santos Miyakawa, Diego Bonfim de Souza, Fernanda Gomes Pereira, Janaína Schultz Soares e Mônica Joelma do N. Anater
Espanha/Universidade de Barcelona - Alinne De Oliveira Andrade, Suellen Rodrigues Ramalho, Luiz Augusto Cauz dos Santos e Shara Rodrigues da Silva
Espanha/Universidade de Jaén - Juliana Dorneles Pacheco, Pâmella Fernanda de Souza e Matheus Luis Forti
Fonte: texto extraído do jornal da UFGD de fevereiro de 2013.
Acesse o jornal na íntegra pelo link:

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