Luiza Ribeiro (PPS) se reúne com população para discutir um projeto para o bairro Amambai, principalmente para a Antiga Rodoviária.


A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) se reuniu com a comunidade de Campo Grande para discutir a situação do Centro Comercial Terminal do Oeste (Antiga Rodoviária), que hoje se encontra com a maior parte das lojas fechadas, devido o descaso e a falta de segurança no local.
"A população quer a Câmara Municipal aqui e sem a desapropriação do comércio. Muitas pessoas fizeram suas vidas aqui e querem continuar com seu negócios neste prédio que  faz parta da história da nossa cidade. A população esta cobrando uma atenção do poder público, principalmente, porque detém 1/3 do prédio", comentou a vereadora.

Maria Rosana, moradora do bairro Amambai criticou a ausência dos vereadores na reunião e comentou que a mudança da Câmara para o prédio da Antiga Rodoviária não é nenhuma indignidade para os vereadores, ao contrário, o prédio tem um valor histórico indiscutível.  "Até quando vamos nos curvar diante da especulação econômica. A  dívida acumulada da atual Câmara é absurda e quem vai pagar somos nós. Já está mais que na hora da Câmara deixar o aluguel. A minha vizinha tem um comércio aqui no bairro Amambai, paga imposto a 40 anos, ou seja ela já pagou pela  revitalização do bairro", argumentou.
Uma Comissão formada por representantes dos moradores, comerciantes, vendedores de lanche, donos de hotéis, vendedores de carro da "Pedra" e do poder legislativo  irá mobilizar a população em prol da revitalização da Antiga Rodoviária e do bairro Amambaí.
Segundo Rosane Nelly , proprietária de uma loja e representantes dos comerciantes do prédio, apenas 65 lojas estão funcionadas e com retirada dos ônibus o espaço perdeu o público e foi tomado pelo descaso. "Plantaram a história de que abaixo da rua Calógeras está uma zona de baixo meretriz e assim nosso comércio foi cruelmente discriminado. Tenho três funcionárias  que, assim como eu, tem família para sustentar e não suporto pensar na possibilidade de fechar meu comércio, que tenho a mais de 20 anos, por descaso" argumentou emocionada.
No local foi instalada a Guarda Municipal que a olhos vistos encontra-se também em situação complicada. O asfalto, das antigas plataformas de ônibus, foi retirado. Nélia, proprietária do Hotel Iguaçu argumenta que o poder público não está cuidando da sua parte. "Em uma ocasião, um parlamentar  veio no meu Hotel e comentei com ele sobre a fachada do SINE, que estava há dez anos, depois da mudança no órgão, sem pintar e caindo os pedaços. Apareceu um jovem que escondeu com um pincel somente o nome "Sine", deixando todo o resto da mesma forma. Isso é uma vergonha", comentou.
Será feito um abaixo-assinado e realizada uma audiência pública. Na ocasião o público propôs ainda atividades culturais para envolvimento da comunidade nesta luta. "A Antiga Rodoviária será nosso ponto de ação, mas queremos um olhar do poder público para todo o bairro Amambaí e, principalmente, queremos lutar para que a Câmara Municipal se instale aqui", enfatizou Luiza Ribeiro.

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