Saúde desenvolve ações de controle da Leishmaniose


Como meio de manter o controle da leishmaniose, a Secretaria Municipal de Saúde, dentro do Programa Municipal de Monitoramento da Leishmaniose Visceral, tem feito coletas de amostras de cães, visando a elaboração do inquérito sorológico amostral da doença em Dourados, que acontece de maio a agosto. O inquérito serve de direcionamento para as medidas de prevenção da manifestação da doença em humanos.

Conforme dados apurados pela Vigilância, a prevalência canina na cidade de Dourados foi de 5,94% em 2011 (30 casos positivos de 505 amostras), caindo para 5,45% em 2012 (24 casos positivos de 440 amostras). Já os casos humanos de Leishmaniose são esporádicos tendo sido registrados dois casos isolados no ano de 2012. Em 2013 não há registro da doença em humanos.
O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Eduardo Arteiro Marcondes explica que existem vários métodos para diagnóstico da doença, mas um deles é adotado como padrão. O exame direto pode ser considerado positivo assim que detectada a presença da Leishmania na lâmina. Mas o fato de não ser observada a presença do parasita, não se pode afirmar que o animal não esteja contaminado.
A Vigilância alerta que uma vez comprovada a positividade do animal o mesmo deve ser imediatamente recolhido ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). É proibido o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina com drogas de uso humano, tendo a eutanásia como único procedimento legalmente recomendado no Brasil. O Código de Ética Médica da Medicina Veterinária já prevê isso porque o profissional tem diretrizes a seguir, as quais não cumpridas podem resultar em processo ético.
Eduardo Arteiro esclarece que esse trabalho de monitoramento é fundamental para verificar a dispersão da doença e identificar pontos críticos para o desencadeamento de ações preventivas especificas quando for oportuno. O CCZ tem todas as informações necessárias a respeito da doença e a pessoa que tiver qualquer dúvida a respeito pode entrar em contato pelo telefone 3411-7753.

Legenda: Saúde se mantém alerta para manter controlada a leishmaniose em Dourados
Foto: A. Frota

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