Ferrovia: Traçado priorizou custo, prazo de execução, gestão e demanda

Trilhos se conectarão em Dourados com a ferrovia que liga Maracaju a Cascavel, mas que ainda está em estudo

Os fatores determinantes na avaliação e seleção do traçado definitivo da Ferrovia Estrela D'Oeste-Dourados foram os custos de implantação, manutenção e gestão; prazo de execução; meio ambiente (restrições ambientais, áreas de uso especial); características técnicas e operacionais (traçado, geometria, relevo, volumes de terraplenagem, custos de transportes; custos e benefícios sociais do empreendimento e captação de demanda).


De acordo com o estudo de engenharia do Ministério dos Transportes, para o desenvolvimento da diretriz foi analisado antes de qualquer estudo mais aprofundado a região por onde a ferrovia poderia ser desenvolvida com menores custos de implantação e de operação. Dados relativos ao uso do solo, indicadores socioeconômicos, custos de desapropriação, localização de linhas de transmissão de energia e outras obras dos serviços públicos foram levados em consideração.

Depois da definição dos pontos obrigatórios do traçado, que são Estrela D´Oeste e Panorama (SP) e Dourados (MS), e ainda o ponto final da ferrovia, que é o eixo da ferrovia projetada Maracaju-Guaíra (antiga Ferroeste), a sudoeste da cidade de Dourados (região do Posto da Capela, passando nas proximidades do Distrito Industrial), a principal questão foi a travessia do Rio Paraná. Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Brasilândia eram as opções.

Para auxiliar na escolha do traçado, foi utilizado o método de análise hierárquica, chamado AHP (Analytic Hierarchy Process). O método AHP é o mais utilizado e conhecido no apoio à tomada de decisão na resolução de problemas com múltiplos critérios. O trecho foi dividido em duas partes, a primeira entre os municípios de Estrela D'Oeste e Panorama e a segunda entre Panorama e Dourados.

O traçado tem início na ferrovia existente EF-364, próximo aos municípios de Estrela D'Oeste e Fernandópolis. A EF-364 será é um trecho da Ferrovia Norte-Sul. A partir de Estrela D'Oeste e Panorama foram consideradas três alternativas. A 1 (Estrela D'Oeste/SP – Três Lagoas/MS – Panorama/SP), cruzaria o Rio Paraná em Castilho e seguiria para Brasilândia, tendo uma alça para Panorama e Paulicéia. A alternativa 2 (Estrela D'Oeste /SP – Panorama/SP), que foi a escolhida, cruza o Rio em Paulicéia. A alternativa 3 (Estrela D'Oeste/SP – Aparecida do Taboado/MS – Panorama/SP), tomaria o rumo mais para o norte, cruzando o rio em Aparecida do Taboado e de lá descendo a Brasilândia.
Assim, a ferrovia tem início também na estrada de ferro EF-364, próxima à Estrela D'Oeste, seguindo margeando o Ribeirão Ranchão em direção ao município de Dirce Reis. Após, segue paralelo ao Rio Tietê, desenvolvendo-se sobre sua margem esquerda, passando próximo à cidade de Pereira Barreto até transpô-lo. Na sequência, segue margeando o Rio Paraná até o município de Paulicéia, onde vira sentido Mato Grosso do Sul, transpondo o rio Paraná, chegando em Brasilândia.

No trecho Panorama a Dourados foram igualmente três alternativas. A 4.1 (Divisor), partindo de Brasilândia para Bataguassu, sobre o divisor das bacias dos rios Pardo e Paraná, seguindo em parte paralelo à BR-267 e dai tomando rumo a Dourados. A alternativa 4.2 (Rio Anhanduí) depois de Bataguassu, cruzaria o Rio Pardo e seguindo paralelo a seu leito. Em sequência, desenvolve-se paralelo ao leito do rio Anhanduí até a localidade de Recreio, guinando-se para a direção sul.

A alternativa 4.3 (Córrego da Aldeia), que foi a escolhida, parte de Brasilândia para Bataguassu, e após o rio Pardo, acompanha o rio Anhanduí até o cruzamento do córrego da Aldeia. A partir daí, guina na direção sul, subindo o vale desse córrego até alcançar o divisor das bacias dos rios Pardo e Paraná. Transpõe a BR-267na região do ribeirão São Bento e inicia a descida do divisor para a transposição do rio Ivinhema. Segue pela margem direita do rio Brilhante até as proximidades de Porto Vilma, onde cruza o rio Dourados, acompanhando o divisor dos rios Dourados e Brilhante até seu ponto final, no encontro com o eixo da ferrovia projetada Maracaju-Guaíra, a sudoeste de Dourados.

Legenda: Alternativa 2 (azul) foi a escolhida em São Paulo e alternativa 4.3 (verde) foi a escolhida no trecho de Mato Grosso do Sul; travessia do Rio Paraná será em Brasilândia
Crédito: Divulgação

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