Violonista clássico se apresenta no Teatro de Dourados


O Ciclo de Concertos "Prelúdios" apresenta nesta sexta-feira o recital do violonista Marcelo Fernandes

Como uma extensão do Festival Internacional de Música "Prelúdios", surge o Ciclo de Concertos Prelúdios, de Mirian Suzuki, em conjunto com a Secretaria de Cultura de Dourados, com o objetivo oferecer ao público a oportunidade de assistir concertos mensais no Teatro Municipal.


Neste primeiro concerto, que acontece nesta sexta-feira às 18h, como um happy hour acústico, a comunidade poderá assistir ao concerto do violonista Marcelo Fernandes, professor-doutor em música com frutífera carreira internacional, tendo realizado concertos na França, Portugal, Espanha, Suíça, Chile e Colômbia. Marcelo já se apresentou ao lado de músicos como Toquinho, Eduardo Martinelli e Henrique Annes. No primeiro semestre deste ano, empreendeu uma turnê pela península Ibérica, na qual fez a estréia européia da obra para violão de Camargo Guarnieri.

O repertório abrange diversas áreas da música, com obras do período barroco e clássico, como J. S Bach e F. Sohr, e obras latino-americanas e peças regionais como Paulo Simões e Almir Sater e outros que fazem parte da sua discografia.

A entrada para este concerto é vendida a R$ 10,00 inteira, com direito a meia entrada para estudantes e idosos. Os ingressos poderão ser adquiridos a partir de 17h desta sexta-feira.

Segundo Mirian Suzuki, esse ciclo foi pensado em todas as pessoas que precisam parar um pouco com a correria do dia-a-dia e ouvir boa música, porque isto faz toda a diferença. "Neste concerto em particular, o violão que é um instrumento tão popular, se apresentará com obras eruditas também. Certamente, tenho a esperança que as crianças e estudantes possam ir ao Teatro Municipal para vivenciar e crescer junto com a música de uma forma genuína", afirmou.

O RECITAL
O recital apresentado ilustra dois diferentes repertórios ligados ao violão solo: o repertório erudito europeu, representado por obras de Bach, Sor e Tárrega, e obras Latino-americanas compostas no século XX.

J. S. Bach é considerado um dom maiores músicos de todos os tempos. Sua contribuição para a história da música foi tão relevante que sua morte marca o fim do período barroco. A obra aqui apresentada foi escrita no decorrer das últimas décadas da vida do compositor e é um exemplo notável da busca do equilíbrio estético entre a estrutura musical e a expressão dos afetos, que balizou toda a do compositor. Do ponto de vista instrumental, a obra é um desafio para o violonista, já que foi feita para alaúde – instrumento que apresenta recursos e sonoridade mais aptos para execução do repertório barroco.

O classicismo é o tempo das grandes sinfonias e sonatas de  Mozart, Beethoven e também da virtuosidade instrumental de  Paganini. Já sem e tratando de violão, os representantes do classicismo são Fernando Sor e Mauro Giuliani. Estes violonistas foram responsáveis pelo estabelecimento do violão dentro da sociedade burguesa oitocentista, dotando o instrumento de novo repertório, elevando o padrão técnico de execução e praticamente fundando as bases técnicas para o instrumento.

Sor é o mais clássico dos três em suas obras, tanto a influência dos velhos mestres Mozart e Haydn quanto o vulto beetoveniano são sentidos. Já Tárrega é um Romântico exemplar, que compôs pequenas obras de inspiração, influenciadas por Chopin e Schumann com um profundo sentimento de melancolia espanhola.

O repertório latino-americano também é bem representado, por obras de compositores paraguaios, Argentinos, bolivianos e uruguaios, em arranjos originais ou composições especialmente elaboradas para violão

O bloco brasileiro se inicia com duas obras que praticamente marcam o inicio do violão solista no Brasil e que foram popularizadas por Dilermando Reis – Marcha dos Marinheiros e Abismo de Rosas.

Cabe ainda ressaltar neste bloco a presença do violonista e maestro, Levino Albano da Conceição - nascido em Cuiabá, em 1895 e que foi um dos pioneiros do violão solista, tendo atuado por décadas em nosso Estado. Ao seu lado, composições de nomes conhecidos, como Almir Sater e Paulo Simões, em arranjos originais. Uma dançante e virtuosística catira escrita originalmente para violão solo por Fabiano Chagas – professor de violão popular e guitarra da UFG - encerra o set brasileiro.

Legenda: Violonista clássico, Marcelo Fernandes se apresenta nesta sexta às 18h no Teatro de Dourados
Crédito: Divulgação

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