Plano de Expansão Acadêmica da UFGD é ousado e visa novo patamar de qualidade institucional

UFGD já tem 33 graduações presenciais, 4 a distância e três cursos especiais: Licenciatura Indígena, Ciências da Natureza e Letras/Libras. Pelo 5º ano consecutivo, Universidade é a avaliada como a melhor de MS.
Muito tem se ouvido falar em plano de expansão das universidades federais brasileiras, principalmente no interior das comunidades acadêmicas. A expressão é autoexplicativa, no entanto, como é elaborada e de que forma é colocada em prática a proposta de expansão de uma instituição federal de ensino superior (IFES)?

Primeiramente é essencial destacar que o Governo Federal, por meio de seu Plano Nacional de Educação (PNE), pretender ampliar a oferta da educação superior pública, fazendo a articulação entre educação superior e básica, graduação e pós-graduação e mobilidade e internacionalização acadêmica. Desta forma, as universidades foram convocadas a apresentarem propostas ao Ministério da Educação (MEC) para a ampliação de sua estrutura curricular, física e de pessoal, de modo a se prepararem para cumprir as metas do PNE.
Uma delas, a meta 12, consiste em elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade na oferta, e a meta 15 pretende garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
A UFGD tem sido protagonista neste processo, se colocando como a primeira instituição a levar ao MEC sua proposta de expansão acadêmica para dez anos (2011-2020) e já obtendo resultados em 2013, com o lançamento de seis novas graduações e a ampliação de 30 vagas para o curso de Medicina, apresentados nesta segunda-feira (06/05) em solenidade no cineauditório da Unidade 1.
Elaboração
Para se chegar a um consenso sobre que itens deveriam compor o Plano de Expansão Acadêmica da UFGD foram realizadas, desde 2010, diversas conversas com diferentes segmentos universitários: docentes, técnicos administrativos e estudantes. A proposta também foi dialogada com representantes das sociedades civil e política de Dourados e região.
Inicialmente as discussões sobre o planejamento foram promovidas no interior dos cursos e unidades acadêmicas e no Conselho Universitário. Em seguida, as ideias foram apresentadas ao poder executivo, à Câmara de Vereadores e a parlamentares de Mato Grosso do Sul, além de entidades profissionais de trabalhadores e empresários. Ao mesmo tempo, propostas e sugestões de todas as esferas foram sendo recebidas e analisadas, material que foi devidamente organizado, formando, assim, o Plano de Expansão Acadêmica que foi levado ao MEC.
Objetivos
O Plano de Expansão Acadêmica da UFGD é ousado e visa um novo patamar de qualidade institucional, seja pela oferta de vagas e promoção de oportunidades, seja pela garantia da inclusão social com o desenvolvimento de políticas especiais para tal objetivo. Além disso, a universidade pretende contribuir com o fomento ao desenvolvimento econômico, cultural e socioambiental da região, a partir da formação de profissionais qualificados, investindo na pesquisa e na tecnologia.
Neste sentido, colocado totalmente em prática, o Plano de Expansão tem por fim que em 2020 a UFGD tenha 28 mil alunos de graduação e dois mil alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado). Para tanto, o quadro de colaboradores chegará a mais de 1,6 mil docentes e 1,7 mil técnicos administrativos.
Foi proposta a criação de 51 novos cursos de graduação, presenciais e a distância, e 45 cursos de pós-graduação (stricto sensu). Atualmente são 28 cursos presenciais, ofertando 1535 novas vagas ao ano, totalizando 5,5 mil alunos matriculados. Na Educação a Distância, a UFGD conta com três cursos em nove pólos, ofertando 380 vagas anuais, num total de 560 estudantes matriculados.
Em prática
Com o lançamento realizado nesta semana, o número de cursos de graduação presenciais sobre para 33, e na modalidade a distância vai para quatro. Duas das novas graduações já têm início em 2013, a partir do segundo semestre, sendo as licenciaturas em Letras com Habilitação em Libras e em Ciências da Natureza pelo Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo). Os outros cursos têm início em 2014 e contemplam a área das engenharias: Civil, Mecânica, de Computação e de Aquicultura. Além disso, também no próximo ano, o curso de Medicina terá 30 a vagas a mais, passando de 50 para 80 novos postos aos candidatos.

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