60 horas de chuva em Dourados


Obras estruturantes realizadas pela prefeitura em pontos críticos eliminaram problema que se arrastava há décadas

Mesmo com a chuva superando em quase três vezes a média histórica dos últimos 30 anos durante o mês de junho, os pontos de alagamentos que existiam em Dourados não apresentaram problemas. Ao contrário do que acontecia antes, a Defesa Civil não registrou nenhuma ocorrência por causa da chuva de praticamente 60 horas ininterruptas, de domingo à noite até a manhã desta quarta-feira.


O fim dos alagamentos é resultado das obras determinadas pelo prefeito Murilo para conter as inundações nas áreas de fundos de vale, principalmente na região sul da cidade. Exemplo disso é a Vila Cachoeirinha, onde a cada chuva os moradores enfrentavam muitos transtornos. Alguns acabavam desalojados, se refugiando em casa de amigos, familiares ou mesmo nos abrigos disponibilizados pela prefeitura.
 
Na Cachoeirinha, os córregos Água Boa e Rego D'Água, que cortam o bairro, transbordavam devido à sujeira que se acumulava no leito, incluindo lixo doméstico e galhos. Em março deste ano, após uma forte chuva castigar aquela região, o prefeito Murilo determinou providências para resolver o problema de vez.

Por vários dias, equipes da prefeitura trabalharam no alargamento e limpeza dos córregos, retirando todo o lixo acumulado tanto leito quanto nas margens, com isso facilitando a vazão da água. Outras equipes fizeram também a limpeza completa das galerias de águas pluviais, desentupindo bocas de lobo em várias ruas.

SEM ALAGAMENTO
De acordo com o coordenador da Defesa Civil João Vicente Chencareck, na Vila Cachoeirinha as obras estruturantes realizadas pela prefeitura foram definitivas para garantir a tranquilidade dos moradores. "Agora em junho já tivemos 180 milímetros de chuvas enquanto a média para este período é de 70 mm. Mesmo assim não registramos nada de alagamento".

João Vicente, que percorreu vários bairros nesta semana, lembra todo o transtorno de anos anteriores. No início de 2011, a Vila Cachoeirinha se transformava em um grande rio a cada chuva mais intensa. "Já no início de 2013, mesmo com a drenagem e a pavimentação de todo o bairro, as inundações persistiram e até o asfalto de algumas vias ficou danificado", conta Chencareck.

O coordenador fala da Vila Cachoeirinha por conta do trabalho pesado realizado no bairro, mas ele cita também o Jardim Caimã, na região do Santa Maria, onde a Defesa Civil por várias vezes teve que socorrer famílias desabrigadas. Uma obra de drenagem determinada pelo prefeito Murilo resolveu a situação dos moradores do bairro.

O mesmo aconteceu com moradores da Vila São Jorge, na região do Jardim Monte Líbano. A prefeitura fez a captação de águas pluviais, nivelamento e cascalhamento das ruas, tirando as famílias que residem no local de uma situação crítica. No Jardim Santa Clara, final da Vila Guarani, após a intervenção de emergência o bairro começa a receber drenagem.

De acordo com a Defesa Civil, outros casos, não de alagamentos, mas que geravam transtornos toda vez que chovia, eram os de famílias em situação de vulnerabilidade. No Jardim Guaicurus, Jardim dos Estados, Brasil 500, Clímax e outros pontos da cidade existiam as chamadas "favelinhas". As pessoas que viviam nos barracos hoje estão em residenciais populares, entregues pela prefeitura.

Legenda: Obras da prefeitura acabaram com pontos de alagamento na Vila Cachoeirinha
Crédito: A. Frota

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