UFGD inaugura centro de pesquisa em cana-de-açúcar

Na próxima segunda-feira, dia 8 de julho, a Universidade Federal da Grande Dourados vai inaugurar o Centro de Biotecnologia e Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar do Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma estrutura que visa auxiliar na pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor sucroalcooleiro do Estado.
Objetiva-se desenvolver novas variedades de cana-de-açúcar, por meio do melhoramento genético clássico e também com adoção de ferramentas avançadas de biotecnologia.
Além de um prédio que conta com um laboratório de biotecnologia vegetal e setor administrativo, outras obras integram esse Centro: abrigo de máquinas e implementos agrícolas, galpão para tratamento termoterápico da cana-de-açúcar e duas estufas agrícolas.
A inauguração será na segunda-feira, dia 8 de julho, às 8h30, na Unidade 2 da UFGD, que fica na Cidade Universitária, próxima ao aeroporto de Dourados.

Recursos
Este Centro foi viabilizado por meio do projeto “Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Aplicados ao Setor Sucroalcooleiro”, que é uma ação conjunta entre 11 Instituições Federais de Ensino Superior. No total, o projeto recebeu um investimento próximo a R$ 15 milhões, para ser rateado entre todas as instituições.
A UFGD recebeu um aporte de R$ 2.100.000,00, sendo R$ 1.600.000,00 oriundos do Ministério da Ciência e Tecnologia através da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e R$ 500.000,00 concedidos pela BioSul (Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul), como contrapartida do Estado. O repasse de verbas da contrapartida foi feito através da FUNDECT (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) ligada à Superintendência da Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (SUCITEC/SEMAC).
As pesquisas que serão desenvolvidas no Centro contam com o suporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que oferece, a alguns pesquisadores, bolsas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial e Iniciação Tecnológica Industrial.
RIDESA
A inauguração do Centro de Biotecnologia e Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar do Mato Grosso do Sul é um importante passo para a UFGD integrar a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA), o que é um anseio da comunidade acadêmica.
A RIDESA é composta por dez universidades federais e prima pela cooperação público-privada. Basicamente a logística da RIDESA é a seguinte: anualmente, cada universidade seleciona seus melhores cultivares, faz clonagem do seu material genético e envia sementes dessas plantas para as outras instituições de pesquisa. Esse intercâmbio permite incrementar o número de clones a serem avaliados na rede de experimentos que cada universidade desenvolve.
Atualmente, 62% das áreas comerciais onde há plantio de cana-de-açúcar são cultivadas com variedades RB, que são plantas que vêm sendo pesquisadas e desenvolvidas pelas universidades brasileiras desde 1982.
Para exemplificar características de algumas variedades RB, podemos citar as variedades desenvolvidas na Universidade Federal do Alagoas (UFAL) e Universidade Federal do Paraná (UFPR). Enquanto as variedades da UFAL se destacam pela tolerância à seca e adaptação ao solo arenoso, as desenvolvidas na UFPR apresentam alto teor de sacarose e alta sanidade às principais doenças.
Através dessa rede, as universidades selecionam as melhores plantas, fazem a troca desse material e promovem estudos para reconhecer as variedades que melhor se adaptam a cada região do Brasil.

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