Escola Agrotécnica incentiva cultivo e uso de plantas medicinais

A Escola Municipal Agrotécnica Padre André Capelli incentiva o cultivo, manipulação e uso de plantas medicinais. O projeto Plantas Medicinais desenvolvido na instituição é direcionado aos alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental. Atualmente são cem alunos integrados ao projeto, que mantém aulas duas vezes por semana com a bióloga Karla Araújo Matos.



A professora explica que o principal objetivo do projeto é incentivar o uso das plantas medicinais entre os alunos e a comunidade de Dourados. "Através das aulas, os alunos aprendem a importância das plantas medicinais e acabam se encantando e repassando as informações aos familiares, amigos e a comunidade em geral".



O projeto Plantas Medicinais passa por três etapas: cultivo das mudas, plantio na horta e manipulação para a fabricação dos mais de 30 produtos diferentes que servem como remédios, temperos aromáticos e produtos de higiene pessoal.




Na estufa onde são preparadas as mudas existem pelo menos 40 espécies diferentes de plantas cuidadosamente catalogadas e liberadas pela Anvisa para o uso humano em tratamentos fitoterápicos.  "Não utilizamos outros tipos de plantas, somente as que já foram pesquisadas e identificadas, liberadas pela Anvisa", observa a bióloga. É o caso de plantas como alecrim, camomila, arruda, melissa, hortelã, babosa e guaco.



Da estufa os alunos passam para a horta, onde aprendem as técnicas de plantio das mudas. Para a professora, é uma das atividades que os alunos mais gostam porque saem da sala de aula, das atividades teóricas e vão para o campo, aprender na prática.



A última etapa do aprendizado das plantas medicinais é desenvolvida no laboratório, especialmente montado para a manipulação das plantas. Segundo a professora Karla, essa atividade é uma das mais interessantes e que desperta a curiosidade dos alunos. "Eles aprendem o valor da planta e os benefícios que ela faz com suas propriedades medicinais, que até então era um assunto desconhecido para eles", comenta.



No laboratório aos alunos já aprenderam a fazer dezenas de produtos que tratam diversos tipos de doenças. São xaropes, pomadas, tinturas, óleos e extratos recomendados para doenças como diabetes, gastrite, pressão alta, gripe, resfriados, bronquite, entre outras.



Além dos remédios fitoterápicos, os alunos ainda aprendem a manipular a matéria prima para fabricação de vinagres aromáticos e temperos, sabonetes e xampus. "Acho muito legal essas aulas porque aprendi a importância das plantas medicinais e agora sei preparar alguns remédios quando preciso", disse Alison Ricardo Reis, aluno do 6° ano.



Para a colega dele, Daiane dos Santos Palhano, cada aula é uma novidade sobre as plantas medicinais que ela procura divulgar em casa e para os amigos. "É muito bacana, já aprendi fazer vários remédios e temperos".



A professora Karla destaca que os produtos preparados pelos alunos são liberados para que eles levem para uso em casa. Já os produtos feitos para a venda em feiras e exposições são preparados pela bióloga e funcionários da Escola Agrotécnica. De acordo com a bióloga, a comercialização dos produtos ajuda a manter financeiramente o projeto Plantas Medicinais.



O diretor da Escola Municipal Agrotécnica André Capelli, Aparecido Lima Araújo, explica que o projeto é um dos poucos existentes no Estado e que o município vem incentivando essa prática tendo em vista a importância das plantas que curam e o bem que proporcionam à saúde humana de forma natural, utilizando de forma adequada. "Por isso a importância das aulas, porque os alunos aprendem a manipular de forma adequada e repassam essas informações aos familiares e a comunidade".



A Escola André Capélli fica na Rodovia Gumercindo Pimenta dos Reis (MS-379), km 1, no acesso ao distrito de Panambi. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelos telefones (67) 3422-7441 e 8468-8032.



Legendas

Estufa de plantas medicinais na Escola Padre André Capelli

Alunos da escola Padre André Capelli durante aula do projeto de plantas medicinais

Crédito: A. Frota

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