R$ 12,9 milhões serão investido na construção do Instituto da Mulher e da Criança


Na próxima semana, o reitor da UFGD vai assinar contrato aderindo a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). No dia 10, o órgão apresentará o encaminhamento da execução da obra

         A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) deve assumir a execução da obra do Instituto da Mulher e da Criança (IMC), em Dourados. Na próxima terça-feira (03), o reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Damião Duque de Farias estará em Brasília para formatar o contrato com a EBSERH, que deve gerir o Hospital Universitário. As informações foram passadas ao deputado Geraldo Resende (PMDB), nesta quarta-feira (28).

         O parlamentar esteve em audiência com o presidente da Empresa José Rubens Rebellato e com sua equipe técnica para solicitar a intervenção do Governo Federal, com o objetivo de acelerar o início da obra do IMC. O investimento de R$ 12,9 milhões viabilizado por Geraldo está na conta do UFGD há 14 meses. "Não foi fácil conquistar este recurso. Em 2010 ele foi garantido no orçamento depois de muita luta. No ano passado conseguimos que ele fosse pago e até agora nenhum tijolo foi assentado", afirmou Resende.
         Segundo Rebellatto, depois do contrato firmado entre a EBSERH e a UFGD, que deve ocorrer na semana que vem, será possível construir um cronograma de ação para o início das obras ainda neste semestre. "No próximo dia 10, entrarei em contato com o deputado Geraldo Resende e vou apresentar um panorama para a execução deste investimento", explicou.
         O IMC será um novo e moderno hospital ligado ao HU da UFGD, que vai atender a saúde feminina e infantil de toda a região da Grande Dourados, bem como será um centro de pesquisa e de formação dos estudantes de medicina da Instituição de Ensino Superior.
         A nova estrutura prevê 42 leitos de enfermaria para Obstetrícia; 16 leitos de enfermaria para Ginecologia; 30 leitos de Pediatria; 10 leitos de pediatria de isolamento; 12 leitos de UTI Neonatal; 22 leitos de UTI Intermediária; quatro leitos de repouso para acompanhante; seis leitos para isolamento; oito salas para ambulatório; seis leitos para Hospital/dia; quatro leitos para observação; quatro leitos para pré-parto, parto e puerpério; três salas de cirurgias; duas salas para partos; um banco de leite; duas salas de reuniões; e um auditório. A área de construção prevista é de 5.200 metros quadrados.
         Estiveram presentes na reunião os assessores de Planejamento Regina Lucena, Vicente Aquino, a coordenadora de Relações Institucionais, Paula Grazziotin, o coordenador de Infraestrutura Física, Argeu Fonseca, a chefe de Serviço de Obras, Regina Barcellos e o Relações Públicas Ricardo Watanabe.
         Urgência e Emergência
         O deputado Geraldo Resende solicitou na reunião a relação de Hospitais Universitários do País que, assim como a UFGD e a UFMS, não oferecem o serviço de urgência e emergência. "Existe a exigência de Pronto Socorro em Hospitais Escolas para a abertura de novos cursos de medicina, porém, os cursos já existentes não estão ofertando o serviço à população, bem como prejudicando a formação dos novos médicos. Esses são os hospitais de portas fechadas", explicou Resende, que também é médico.
         José Rubens Rebellato informou que não existem problemas de recursos para oferta de serviços. "Basta a Universidade solicitar os valores para a implantação e custeio para a EBSERH", disse. Resende cobrará das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul a assinatura de contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, bem como a confecção de projetos para a abertura de Pronto Socorro em Dourados e em Campo Grande.

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