Rotarianos lança campanha sobre Síndrome Alcoólica Fetal

Os rotarianos que fazem parte do Rotary Club de Presidente Prudente-Sul, do Distrito 4510 do Rotary International, na região centro oeste do interior do estado de São Paulo, estão lançando a campanha preventiva sobre Síndrome Alcoólica Fetal, com total apoio do Governador do D4510 de RI, o advogado Ricardo de Maio Bermejo, associado do Rotary Club de Assis-Norte. A campanha foi lançada na vista oficial do dirigente rotário no clube prudentino. "Foi uma surpresa muito boa, e penso que esta campanha poderia ser uma das bandeiras do Rotary", elogiou o dirigente ao ouvir uma exposição sobre o tema, através do médico pediatra Régis Ricardo Assad. "O consumo de álcool durante a gravidez pode danificar o cérebro, o coração e os rins, além de outros órgãos do bebê", disse o médico rotariano. "Ele pode nascer com Síndrome Alcoólica Fetal ou com Alterações Fetais Relacionadas ao Álcool", completou.

De acordo com o médico pediatra, bebês que nascem com Síndrome Alcoólica Fetal tem deformações faciais. "Eles podem nascer com baixo peso e ter retardo mental", completou Régis Ricardo Assad ao acrescentar a possibilidade de ter problemas na motricidade, na aprendizagem, memória, fala, audição, atenção e para resolução de problemas. "Podem ter problemas na escola e de relacionamentos", alertou o rotariano que está visitando escolas, associações e clubes rotários para falar sobre a campanha. "Muitas mulheres não planejam engravidar, mas isto acontece com muitas delas", lembrou Ricardo de Maio Bermejo. "A maioria das mulheres não sabe que está grávida até a suspensão da menstruação", disse o dirigente rotário regional. "Mulheres que consomem álcool e tem vida sexual ativa, e não estão utilizando métodos anticoncepcionais, podem expor o bebê ao álcool antes mesmo de saberem que estão grávidas", ressaltou.
Na exposição de Régis Ricardo Assad ficou claro que não existe uma quantidade segura de bebida alcoólica usada durante a gravidez que garanta que o bebê não seja afetado. "Claro que quanto maior a quantidade maior o risco", disse o médico ao lembrar que uma lata de cerveja contém 300 ml que contém o mesmo teor alcoólico de uma taça de vinho com 150 ml ou de uma dose de destilado de 40 mil. "Bebidas do tipo "ice", "cooler", batidas e caipirinhas podem contem mais álcool que uma lata de cerveja", avisou o rotariano ao lançar a campanha.  "Deste modo a melhor opção é não consumir nenhuma bebida alcoólica durante a gestação", completou Ricardo de Maio Bermejo.
A proposta do Governador do D4510 de RI é de que mais clubes apóiem a campanha, confeccionando cartazes e panfletos explicativos que já foram produzidos pelos rotarianos do Rotary Club de Presidente Prudente-Sul, e que distribuam em pontos estratégicos da comunidade. "A informação é a nossa principal ferramenta", apontou Ricardo de Maio Bermejo ao acreditar que seja possível, da mesma forma que houve a conscientização contra o cigarro, que haja contra o álcool na gravidez.

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