Deputado Tetila fala sobre história de vida de Marçal de Souza na UFGD

Na noite de ontem (12/09), o deputado estadual Laerte Tetila (PT) ministrou uma palestra para estudantes da Faculdade Intercultural Indígena (FAIND/UFGD), tendo como tema central a história de vida do líder guarani Marçal de Souza Tupã'I. A palestra fez parte da abertura do "Seminário Marçal Tupã'I", evento com o objetivo de promover discussões e reflexões sobre a luta dos povos indígenas, sobre a história dos principais líderes, além de traçar um panorama a respeito das demarcações de terras indígenas no Estado.

O deputado Tetila ocupou a mesa como palestrante ao lado do diretor da FAIND, Antônio Dari Ramos; do professor de Ciências Sociais, Neymar Machado e de Edina de Souza, filha de Marçal. Tetila foi convidado pela direção do Seminário Tupã'I por ser autor do livro "Marçal de Souza Tupã'I – o guarani que não se cala", de 1994, em que trata da trajetória de vida de Marçal de Souza.

Relembrando trechos do livro, escrito quando ainda era professor de Geografia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Tetila traçou, brevemente, os passos mais importantes no decorrer da vida de Marçal, os quais levaram-no a ser reconhecido internacionalmente como um dos principais líderes dos povos indígenas no país. Batizado na cultura guarani como Tupã'I – traduzido como "pequeno deus", Marçal nasceu no dia 24 de dezembro de 1920 e viveu até novembro de 1983, ao ter sua vida interrompida à força, sendo assassinado com cinco tiros.

Antes de morrer, Marçal de Souza mudou a história da luta pelos direitos indígenas no país, segundo Tetila. "No começo da década de 80, havia apenas 200 mil índios no país inteiro. A população estava morrendo. Mas depois do surgimento de entidades que o próprio Marçal ajudou a criar e depois do discurso dele feito ao Papa João Paulo II em 1980, em Manaus, houve uma tomada de consciência no País, com a pressão da mídia de outros países, para que se procurasse uma solução. Nos dias atuais, há cerca de 900 mil índios no Brasil. Claro que temos muitas batalhas a travar, mas se hoje, por exemplo, há mais de 800 indígenas em Mato Grosso do Sul estudando em universidades é porque algumas pessoas, lá atrás, abriram caminho para que chegássemos até aqui", argumentou o deputado Tetila.

Nesta sexta-feira (13/09), o Seminário segue com uma conferência com o procurador do MPF Marco Antonio Delfino; o procurador do MPT, Cicero Rufino e o docente da FAIND Tonico Benites. 

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