Moka fala a 300 empresários sobre o “nó” da agenda legislativa

O senador Waldemir Moka (PMDB) diz que a discussão de projetos no Congresso Nacional enfrenta dificuldade por conta dos interesses diversos das partes envolvidas. Em palestra no último sábado (21) a cerca de 300 líderes empresariais do país, em Campinas, Moka destacou a importância da articulação política do setor produtivo para negociar a aprovação de matérias que garantam a sustentabilidade e o fortalecimento da economia nacional.
O senador sul-mato-grossense, que abordou o tema "O nó da agenda legislativa no Congresso", no 2º Fórum Nacional de Agronegócios, destacou a importância do Congresso no processo de tomada de decisão e na formulação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do setor. "Os diversos temas relacionados ao Agronegócio exigem muitas negociações por conta do conflito de interesses, comum a qualquer sistema produtivo", observou.

O senador considera legítimas as articulações dos setores produtivos para que o Senado e a Câmara aprovem projetos que possam beneficiar o setor, com incentivos à produção, a redução da alta carga tributária e dos entraves burocráticos que travam os negócios. "As articulações são necessárias para que, a partir dos debates, se chegue a um consenso em torno do que se está votando", defendeu.
Moka criticou a infraestrutura do país, como a má conservação das estradas, a falta de investimento na malha ferroviária e hidrovia, além da logística precária em relação aos portos. "Os gargalos do agronegócio são conhecidos e precisam ser derrubados para que o país se consolide como o maior produtor de alimentos, fibras e bioenergia do mundo", afirmou.
O fórum teve ainda a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); do ministro da Agricultura, Antônio Andrade; da presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu; do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues; do presidente da Embrapa, Maurício Antonio Lopes; do ex-embaixador do Brasil na China Clodoaldo Hugueney e do jornalista Humberto Pereira, editor-chefe do programa Globo Rural da Rede Globo.

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