Vereador quer comissão para acompanhar decisão sobre Museu Histórico de Dourados

O vereador Mauricio Lemes (PSB), dando continuidade às discussões do Museu Histórico de Dourados como representante da Câmara Municipal coordena uma comissão para discutir o destino do mesmo. Composta por estudantes da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), especialistas e parcela da sociedade, a comissão tem o objetivo de estudar e, desta forma, viabilizar o melhor para manter o Museu aberto.
Buscando evitar que o Museu Histórico de Dourados fosse desmontado e que seu acervo fosse transferido, membros do Centro Acadêmico de História (Cahisd) e da coordenadoria do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFGD resolveram agir. Através de petição online, eles colocaram em pauta a importância do museu dentro da sociedade. Os acadêmicos Nathalia Veron, Matheus Heindrickson e Fábio Gomes, se disponibilizaram e reuniram-se com o Legislativo, representado pelo vereador Mauricio Lemes.

Fábio Gomes explica que o problema do museu está assentado em três eixos. Estes são: o fato de não ter uma sede própria, a dificuldade das administrações dialogarem com os movimentos sociais e do prédio ser histórico, "ele é mais antigo que a Usina Velha, lá foi instalada a primeira administração da CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados), por exemplo,", disse ele.
Matheus Heindrickson também lembra que, tanto o DCE, quanto o Cahisd, não têm intenção de ser apenas uma oposição com interesses políticos. "Nós sabemos que o problema do museu não é reflexo apenas da gestão atual, no sentido de que há muitos anos ele vem sendo tratado com displicência por parte dos administradores. Nós queremos ajudar e somar forças para achar a melhor solução", enfatizou.
Neste contexto, Mauricio Lemes, reforça que o diálogo agora está aberto. "Já nos reunimos e buscamos o apoio desses estudantes e da sociedade, não queremos que o Museu continue sem uma reconstrução da sua verdadeira função, o museu é vivo, não é apenas um lugar onde se guardam coisas antigas", elucidou o parlamentar.
Caciano Lima, museólogo da Fundação de Cultura do Estado, foi chamado para prestar assessoria técnica e pediu uma atenção especial ao pedido de tombamento do prédio. "Quando tombamos um prédio histórico ficamos presos a uma lei engessada e pesada, que muitas vezes acaba prejudicando a manutenção e restauração do lugar. Peço que tenhamos essa noção e busquemos maneiras que sejam edificantes para o Museu".
 Mauricio Lemes, então, em consenso com o DCE e o Cahisd, agendou um prazo de dez dias para a abertura de uma comissão para acompanhar as futuras decisões a respeito do Museu.

Legenda: Reunião dos acadêmicos com o vereador Mauricio Lemes 
Foto: Thiago Morais

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