Prefeitura de Dourados avança na divisão do ensino fundamental com Estado

A Prefeitura de Dourados, junto com o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores na Educação), comunidade e os próprios educadores, tem avançado nas discussões para a divisão de responsabilidades com o Estado da administração do ensino fundamental.

"Em reunião recente com o prefeito Murilo, ficou acertado que todas as decisões seriam tomadas em conjunto e é isso que estamos fazendo", afirmou a secretária de Educação Marinisa Mizoguchi.


Na tarde de segunda-feira, a secretária esteve reunida com a direção do Simted e educadores da Escola Municipal Maria da Conceição Angélica – Jardim Guaicurus –, uma das que não terão o 7º, 8º e 9º ano a partir do ano que vem.

Atendendo reivindicação dos próprios moradores, feitas através de um abaixo-assinado e em reunião, a escola preferiu abrir mais salas para a educação infantil e manter apenas até o 6º ano do ensino fundamental.

Em relação aos educadores, na própria reunião foi avaliada a situação caso a caso e sugeridas opções de lotação.

A secretária informou que por conta da hora-atividade (tempo reservado ao professor para estudos, avaliação e planejamento), haverá novas contratações, com prioridade para efetivos conforme a legislação. Com isso, ninguém ficará sem lotação.

Ainda durante esta semana serão feitos outros encontros semelhantes com escolas que passarão por esse processo já em 2014. Junto com o sindicato da categoria e os educadores, a Secretaria de Educação vai avaliar cada situação.

Conforme a secretária, as mudanças serão feitas em cinco escolas da Rede Municipal de Ensino, com o mesmo objetivo: abrir mais vaga para a educação até o 5º ano. Além disso, a prefeitura já começa, com a medida, a se preparar para cumprir a lei federal que obriga a abertura de vaga para alunos de 4 e 5 anos a partir de 2016.

Para o Presidente do Simted, João Azevedo, as propostas colocadas durante a reunião são viáveis e serão levadas para outras escolas que deverão reduzir salas do ensino fundamental para o próximo ano, para poder atender um número maior de alunos nas séries iniciais.

Marinisa Mizoguchi reafirmou que não haverá nenhuma imposição e que tudo será feito, como já está ocorrendo, dentro do diálogo.

A secretária esclareceu que o Estado, que hoje tem salas ociosas em algumas escolas, fez a proposta de oferecer vagas dos anos finais do ensino fundamental e a prefeitura, que tem como responsabilidade atender a demanda da educação infantil (até 5 anos de idade), aceitou e vai aos poucos promover as mudanças.

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