Videoconferência realizada na UFGD permitirá visita ao maior acelerador de partículas do mundo

O curso de Física da UFGD vai proporcionar a estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Vilmar Vieira Matos a experiência única de conhecer a física de altas energias e o que há de mais contemporâneo nesta ciência.

No dia 9 de dezembro, às 14h, acontece na Unidade 2 uma visita virtual ao Detector ATLAS do LHC (Large Hadron Collider), o maior acelerador de partículas do mundo localizado no CERN (European Organization for Nuclear Research), na Suíça. A visita virtual faz parte dos esforços da ATLAS em incentivar e aumentar as oportunidades de estudantes brasileiros para ingressar nas carreiras em Física.

Por meio de videoconferência, será ministrada uma palestra pelo engenheiro eletrônico Denis Damazio, pesquisador brasileiro que trabalha no detector há, pelo menos, 10 anos.

Professora de física e mestranda da UFGD, Marilaine dos Santos Souza atualmente desenvolve sua pesquisa com foco na inclusão de tópicos de Física Moderna no Ensino Médio. A professora visitou pessoalmente as instalações do LHC e viabilizou essa videoconferência entre Brasil e Suíça.


O evento tem capacidade para 120 pessoas e ainda restam 10 vagas destinadas ao público externo. Quem tiver interesse em participar poderá garantir sua reserva pelo telefone 3410-2089.
 
O projeto
 
O ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) é um detector projetado para identificar e medir diferentes tipos de partículas produzidas em colisões de prótons à alta energia. As colisões ocorrem em quatro pontos diferentes do LHC, onde ficam localizados os detectores (ALICE, ATLAS, CMS e LHCb) ao longo de um anel de 27km a 100m abaixo do nível do solo.

O experimento possui 46m de comprimento, 25m de diâmetro e pesa cerca de 7 mil t. Foi um dos dois detectores do LHC responsáveis pela descoberta da partícula Bóson de Higgs, em 2012, também conhecida como a “Partícula de Deus”, crucial no estudo da física quântica – a ciência que estuda coisas menores do que o átomo.

Por mais de cinco décadas, essa foi a peça que faltava para completar a teoria do Modelo Padrão da Física, derivado do trabalho de Albert Einstein que abriu caminho para a Física Moderna.

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