Oscilação no sistema e mudança na lei prejudica atendimento no Ciat em Dourados

O Ciat (Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador) tem funcionado com uma carga de atendimento maior que o normal neste início de ano em Dourados. Os motivos, de acordo com Dulcineia Lisboa, coordenadora de vagas do Ciat, são os problemas no sistema, que oscila frequentemente e a nova lei do seguro desemprego.
Dulcineia explica que a estrutura do Ciat em Dourados é montada para a cidade e mais os municípios de Douradina, Itaporã, Fatima do Sul, Jateí, Juti, Caarapó. Ocorre que, com a mudança na lei do seguro desemprego, que obriga o Ciat a encaminhar a pessoa para o mercado de trabalho, caso haja vaga na área de trabalho dela, trabalhadores de outros municípios e estados tem procurado Dourados para tentar driblar o sistema, fugindo de serem encaminhados para vaga de emprego em sua cidade de origem.

"Com isso, acaba ocorrendo uma sobrecarga de trabalho, extrapolando as 40 senhas diárias para o seguro desemprego, que é suficiente para atender a demanda local. E ainda temos o problema do novo sistema online do Ministério do Trabalho e Emprego, que passa por ajustes e ainda oscila. Por isso acaba ocorrendo filas em alguns momentos", explica Dulcineia.
Segundo ela, hoje o trabalhador que for dar entrada no seguro desemprego, primeiramente é encaminhado para uma vaga de emprego. Caso seja reprovado na seleção ele pode dar continuidade ao seguro e recebe-lo. Aquele trabalhador que se recusar a participar de uma seleção, automaticamente tem o seguro bloqueado e fica suspenso por 2 anos sem direito ao novo seguro.
O trabalhador tem 120 dias para dar entrada no seguro desemprego a partir da data da baixa na carteira de trabalho. Após a baixa, ele deve esperar 7 dias antes de procurar o Ciat, a rede Sine ou o Ministério do Trabalho do Brasil.
Com a nova lei, o Governo Federal tenta acabar com a 'indústria' do seguro desemprego, em que as pessoas trabalhavam por um período e ficam outro em casa recebendo o benefício. Em Dourados, por exemplo, há mais de 100 vagas de empregos por dia que não conseguem ser preenchidas pelas empresas. "Temos muitas vagas em aberto e algumas empresas com dificuldade em contratar, pois não temos mão de obra para encaminhar", ressalta Dulcineia.
O atendimento ao trabalhador no Ciat ocorre de segunda a sexta-feira. Neste mês de Janeiro, com o sistema de adotado pela Prefeitura, o atendimento acontece somente das 7h às 12h. O Ciat fica na Avenida Weimar G. Torres, 1.680-B, no centro.

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