UFGD contribui para fomento da economia em Dourados

Injetando aproximadamente R$ 50 milhões todo mês na economia de Dourados, as universidades públicas e privadas da cidade contribuem para a circulação de recursos dos seus estudantes, professores e técnicos administrativos em alimentação, transporte, moradia, pequeno comércio e prestação de serviços em geral.

O cálculo é do presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (ACED), Antônio Nogueira, a partir da estimativa de R$ 2 mil para cada um dos 25 mil estudantes e trabalhadores das Instituições de Ensino Superior de Dourados. Só na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) são 8 mil estudantes e 1,5 mil servidores.

Comparando a aplicação mensal desse dinheiro como uma chuva de garoa fina, de frequência constante e que não "molha" todo mundo, mas quem está exposto a ela, o presidente acredita que todas as universidades tem um papel importante para a economia de Dourados. "É a grande razão da crise não estar entrando com tanta força na cidade. A avaliação que fazemos é a melhor. Sempre que os empresários nos procuram para se instalar em Dourados nós apresentamos o plano de expansão da UFGD e falamos do potencial das outras universidades também", explicou Antônio Nogueira.

Desse montante que circula no município, a UFGD contribui em R$ 120 milhões anuais contando apenas com a folha de pagamento dos 553 professores e 940 técnicos administrativos, que possuem uma remuneração média de R$ 9 mil e R$ 4 mil, respectivamente. Cargos em concurso público que atraem profissionais com alta qualificação e foram abertos a partir da criação da universidade, em 2005, e foram ampliados nesses 10 anos para fazer funcionar os 32 cursos de graduação presencial, 05 cursos de graduação e 04 especializações a distância e 19 programas de pós-graduação.

Como parte desses cursos ainda está em consolidação, como as Engenharias e a Medicina, que ganharam mais vagas na mais recente etapa da expansão da UFGD, a Universidade continua nesse movimento de atração de profissionais, inclusive com gente de outros Estados vindo para Dourados. De acordo com os Indicadores de Gestão de Pessoas da UFGD, 40,6% dos professores da Universidade são nascidos no Estado de São Paulo, por exemplo.


BONS EMPREGOS

Essas oportunidades ganharam repercussão nacional no início desse ano, quando Dourados foi considerada a segunda melhor cidade do Brasil (fora as capitais) no ranking das 10 cidades brasileiras que mais oferecem vagas com salário de R$ 5 mil por mês.

A partir do levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e de dados do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a revista VEJA (edição 2362) publicou uma reportagem de capa sobre isso e atribuiu a oferta de oportunidades ao polo educacional que atrai para Dourados 38 municípios da região sul do Estado.

A reportagem menciona os novos cursos da UFGD e as usinas de produção de etanol e energia de biomassa, de forma que a Educação Superior e o setor sucroenergético produziriam bons resultados em outras áreas, como nos restaurantes, escolas, academias, clínicas de estética e hospitais, que possuem a sua demanda de serviço ampliada. 

Dentro deste contexto a UFGD fomenta o desenvolvimento tecnológico e científico e promove a inclusão social através do ensino, pesquisa e extensão buscando o engajamento e aproximação com toda a sociedade da Grande Dourados.

Fotos: Franz Mendes​

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