Delcídio tem “defesa forte” e diz que sofrimento o tornou uma pessoa melhor


O senador Delcídio do Amaral concedeu nesta quarta-feira (24) entrevista ao programa Noticidade, da Rede MS de Rádio. Ele negou com veemência que tenha quebrado o decoro parlamentar, disse que vai retomar as atividades do mandato tão logo receba liberação médica e revelou que o sofrimento enfrentado durante os 87 dias que permaneceu preso sob a suspeita de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato fez dele “uma pessoa melhor”.

Ao contrário do que vem sendo veiculado desde o último final de semana por alguns órgãos de imprensa, Delcídio não está cumprindo prisão domiciliar e pode participar de todas as atividades do Senado, independente do horário que elas terminem, mas deve voltar para dormir em casa, no regime definido pelo Supremo Tribunal Federal como “recolhimento noturno”.  Ele manifestou o interesse de retornar a Campo Grande logo que acabem os exames médicos aos quais está sendo submetido e garantiu que jamais fez qualquer tipo de pressão sobre os demais parlamentares. “Quem me conhece sabe o tipo de atitude que tenho. Sou um homem de conciliação, de diálogo e conduzo as coisas com discernimento e humildade. Eu jamais faria pressão sobre meus colegas, porque, acima de tudo, os respeito”, afirmou.

Defesa - A investigação a qual Delcídio do Amaral está submetido foi deflagrada a partir de uma conversa dele com um dos filhos do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, que foi gravada e usada para justificar a prisão. Na entrevista ao Noticidade, Delcídio detalhou alguns pontos de sua defesa, já apresentada ao Conselho de Ética do Senado.

“Para que eu fosse gravado deveria haver a autorização do Supremo Tribunal Federal, o que não aconteceu. Portanto, já em sua origem, o processo é absolutamente ilegal. O segundo ponto importante é que uma das razões que determinaram a minha prisão foi a suposta existência de uma organização criminosa, da qual fariam parte eu, o banqueiro André Esteves, meu chefe de gabinete e o advogado Edson Ribeiro. O Ministério Público apresentou a denúncia, mas não colocou "organização criminosa". Não colocando organização criminosa, não existe a permanência no delito. Se você não tem permanência no delito, não se reconhece a organização criminosa e não tem flagrância, ou seja: eu não podia ter sido preso em flagrante, e, consequentemente, o delito deixa de ser inafiançável. Tudo isso demonstra que o processo tem vícios de origem graves e eu estou muito tranquilo para fazer minha defesa no Conselho de Ética. Ela é muito ampla e forte. Eu vou provar que sou um cara de boa fé. Quando conversei com o filho do ex-diretor Nestor Cerveró fui atender ao chamado de uma família que estava absolutamente angustiada, preocupada com o destino dele, uma família que conheço há muitos anos. Agora, eu jamais imaginei que isso pudesse acontecer, e o pior: naquele momento eu não estava ali no exercício do mandato. Foi uma conversa particular, com uma família. Por tudo isso, dizer que se quebra o decoro parlamentar numa conversa como essa é forçar a barra demais. É preciso separar muito bem as coisas”, ponderou o senador.

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