Governo investe mais de R$ 6 milhões em ações de pesquisa em Saúde Pública

Lançado nesta semana, o edital de 2016 do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), marca uma parceria entre a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS), Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde (MS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O PPSUS Mato Grosso do Sul tem como objetivo gerar conhecimentos e iniciativas inovadoras que auxiliem o poder público na elaboração de novas alternativas para enfrentar problemas que afetam o bem-estar da população. No geral, os temas das propostas estão relacionados com as carências mais recorrentes no Estado, como dengue, leishmaniose, tuberculose, hepatites, hipertensão, diabetes, doenças sexualmente transmissíveis, acidentes de trânsito e trabalho, saúde bucal, assistência farmacêutica, educação e informação em saúde, entre outros. Já os nichos populacionais estudados abrangem saúde do trabalhador e saúde de populações vulneráveis, tais como mulheres, crianças, adolescentes, indígenas, idosos e presidiários.

O edital Fundect/Decit-MS/CNPq/SES N° 03/2016 – PPSUS-MS contempla cinco áreas estratégicas ou linhas prioritárias: Doenças Transmissíveis; Saúde dos Povos indígenas; Atenção à Saúde; Promoção da Saúde e Políticas e Gestão em Saúde.

“O fomento da ciência, tecnologia e inovação aplicado à Saúde Pública é um importante instrumento de desenvolvimento social e econômico em nosso Estado. Por meio dessas ações podemos reduzir o hiato entre a gestão pública e a pesquisa acadêmica, convertendo a produção científica em iniciativas de prevenção e de controle dos problemas de saúde, como as recorrentes doenças emergentes e negligenciadas que acometem a população dos países em desenvolvimento. Além disso, nossos programas de mestrado e doutorado além de formar mais profissionais na área da saúde, agregam mais qualidade de vida e bem-estar à população”, frisou o presidente de Fundect, Marcelo Turine.

Nos primeiros cinco anos, foram lançadas cinco chamadas públicas e recebidas 65 propostas. Destas, 32 foram aprovadas e financiadas, com uma demanda de R$ 641.390,29, sendo R$ 409.646,28 para despesas de custeio e R$ 231.743,60 de capital.

De 2009 para cá, foram realizados dois Programas Especiais para atender exclusivamente a epidemia de dengue e mais cincos chamadas públicas. Na época, 117 propostas foram enviadas, sendo 70 projetos aprovados. A demanda orçamentária destas propostas foi de R$ 5.410.465,44, sendo R$ 3.841.141,77 para despesas de custeio e R$ 1.569.323,67 de capital.

Neste ano, a Fundect abriu mais um edital PPSUS com o recurso de R$ 712 mil. Dessa vez, além de desenvolver pesquisas em temas prioritários para a saúde da população sul-mato-grossense, ele contempla o apoio para propostas que visam pesquisar o vetor de transmissão da zika, além das síndromes congênitas relacionadas à infecção pelo vírus.

Turine ressalta que as políticas de melhoria da saúde das populações devem não apenas adotar e implementar os conhecimentos e as ferramentas que já estão disponíveis, mas buscar constantemente novos saberes. “Precisamos gerar novas informações e desenvolver maneiras melhores, e mais efetivas, de proteger e promover a saúde e de reduzir as doenças. Isso se torna ainda mais importante em meio a essa epidemia de zika que estamos atravessando. Só vamos obter novas informações para combater a doença e encontrar meios de nos proteger dela se investirmos em educação, pesquisa e inovação”, destacou.

Entre os projetos de destaque do PPSUS podemos citar o “Estudo multicêntrico da prevalência de tuberculose e HIV na população carcerária do Estado do Mato Grosso do Sul”, liderado pelo pesquisador Julio Henrique Rosa Croda, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). A pesquisa desenvolve um trabalho em 12 presídios, onde realizam exames de tuberculose, hepatite, HIV, sífilis e HPV em pessoas privadas de liberdade. De acordo com Croda, as condições precárias encontradas em muitos presídios brasileiros, como a superlotação e o uso de drogas, acabam levando a uma série de problemas e doenças.

“A superlotação é o principal fator que colabora para a rápida transmissão de doenças, como é o caso da tuberculose. Porém, há também os fatores comportamentais individuais, tais como o abuso de drogas e alcoolismo; fatores sociodemográficos, como o predomínio de população masculina de baixa escolaridade; fatores ambientais, como pouca ventilação, dentre outros”, afirmou Croda.

Conduzida pelo professor da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Cristiano Marcelo Espínola, a pesquisa “Tolerância imunológica em pacientes renais do estado de Mato Grosso do Sul: repertório de células T reguladoras e perfil humoral” é outro estudo importante. O trabalho tem o objetivo de analisar o perfil de imunidade de células T e B reguladoras em indivíduos considerados em tolerância operacional. Espera-se melhorar a situação de pacientes que são submetidos a transplantes renais.

Fundect

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