UEMS reúne professores para discutir Lei da Mordaça


Na última segunda-feira (23), mais de cem acadêmicos e professores estiveram reunidos na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Campo Grande para discutir a Lei da Mordaça nas escolas da Capital. A proposta de Lei defende que as discussões de gênero, sexualidade e religião devem ser feitas apenas em família. Afastando da escola e dos professores a possibilidade de discussão sobre esses assuntos. “Esses conhecimentos são históricos. A Teoria de Gênero é científica. A Lei é um retrocesso, inviabiliza o trabalho interdisciplinar em sala de aula”, afirmou o professor doutor Tiago Duque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que ministrou a palestra “Pânico moral, ideologia de gênero e Formação de Professores: o caso da Lei da Mordaça em Campo Grande (MS)”.



O Pânico Moral, segundo o professor Tiago Duque é o medo que uma parte dos políticos tem sobre a formação de uma sociedade diferente da idealizada por eles. Tiago explica que o Instituto Conservador, apoiador dessa causa, defende uma sociedade que não aceita diferenças de gênero, acredita em uma escola neutra politicamente e com as decisões tomadas pela maioria. ”Eles acham que o professor tem o poder de mudar a realidade dos alunos, mas na prática a Teoria de Gênero não vai fazer com que as crianças deixem de ser meninas e meninas. Trazer a informação e discuti-la é um dever moral da escola, como formadora de cidadãos e um direito da criança”, completou Tiago Duque.

Além do encontro de ontem, os professores da UEMS e da UFMS, junto ao Sindicato dos Professores de Campo Grande, estão promovendo debates e usando as redes sociais para orientar pedagogicamente a população sobre o assunto. Nos próximos dias, a Câmara Municipal deve votar a aprovação ou não no veto do prefeito à Lei.

“Esta é uma temática que deve sem amplamente discutida, tendo em vista o retrocesso diante da luta histórica dos movimentos sociais”, comentou a coordenadora do curso de Pedagogia da UEMS, professora doutora Léia Teixeira Lacerda.

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