Gaeco prende contador em flagrante por falsificação de documentos

Prisão e apreensão de documentos falsos fazem parte da 4ª fase da Operação lama Asfáltica Um contador foi preso em flagrante no fim da tarde de segunda-feira (14), suspeito de usar documentos faltos. O suspeito foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, em Campo Grande. Ele foi preso durante a operação Caduceu, mas a investigação será conduzida pela Polícia Civil.
Os documentos foram apreendidos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a força-tarefa da Lama Asfáltica durante a operação deflagrada desmantelar um esquema de emissão de notas fiscais frias.
No escritório do contador, foram apreendidos espelhos de RG em branco, procurações e documentos com autenticações falsas. Ele usava selos de cartórios para dar impressão de legitimidade nos documentos falsificados.
A prisão do contador não tem ligação direta com a investigação do Ministério Público. O inquérito sobre o uso de documentos falsos será conduzido pela Polícia Civil. A produção da TV Morena não conseguiu contato com o advogado do contador.




Operação Caduceu




Segundo as investigações, o esquema dava suporte para prática de crimes de corrupção, sonegação e lavagem de dinheiro envolvendo profissional de contabilidade e empresas investigadas na operação Lama Asfáltica. Foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão nessa fase da operação.




A operação Lama Asfáltica investiga um grupo criminoso que desviava recursos de obras públicas em Mato Grosso do Sul por meio de fraudes em licitações e recebimento de propinas.




Denúncias




A Justiça Federal aceitou três denúncias, resultados da operação Lama Asfáltica, contra 13 denunciados pelos crimes de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF (Ministério Público Federal) foram desviados de obras pública do governo de Mato Grosso do Sul cerca de R$ 45 milhões durante as gestões do ex-governador André Puccinelli (PMDB), entre os anos de 2007 e 2014.




Entre os acusados, estão o ex-secretário estadual de Obras e Transportes e ex-deputado federal, Edson Giroto; o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Paranaíba, Wilson Roberto Mariano de Oliveira; e o empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos.




Também respondem pelos crimes Flávio Henrique Garcia Scrocchio – cunhado de Giroto; Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto – mulher de Giroto -; engenheiro João Afif Jorge; Mariane Mariano de Oliveira Dornellas e Maria Helena Miranda de Oliveira – filha e mulher do ex-prefeito de Paraníba, respectivamente; o arquiteto João Pedro Figueiró Dornellas; Ana Paula Amorim Dolzan, Ana Lúcia Amorim e Renata Amorim Agnoletto – filhas de João Amorim -; e Elza Cristina Araújo dos Santos – secretária e sócia de Amorim. Com G1.
Gaeco cumprindo um dos cinco mandados de busca e apreensão (Foto: G1)

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