A Fair Play Academia de Tennis em Dourados foi palco, nesta segunda-feira (4), de um campeonato de confraternização – uma espécie de comemoração de encerramento das atividades de 2017, embora os alunos ainda devam participar de algumas aulas até o final de dezembro.

A confraternização uniu ainda mais os participantes do Projeto Saque e Voleio, trabalho realizado com crianças e adolescentes de bairros carentes de Dourados e mantido com verba da 3ª Vara de Execução Penal daquela comarca, sob o comando do juiz Cesar de Souza Lima. Com o dinheiro das penas pecuniárias é possível pagar o local do treinamento e o salário do professor.

O projeto da 3ª Vara de Execução Penal é desenvolvido em parceria com os promotores Juliano Albuquerque e Eduardo de Rose. No total, são 40 vagas disponibilizadas para crianças e adolescentes de 7 a 14 anos que, desde maio de 2016, recebem verbas oriundas de penas pecuniárias. Os treinamentos são realizados duas vezes por semana, na Fair Play.

Para o magistrado, contribuir com projetos que auxiliam a manter crianças e adolescentes longe das ruas, por meio do direcionamento de valores da transações penais, é uma oportunidade de contribuir para o crescimento e formação desses pequenos cidadãos, além de oportunizar a prática de um esporte e a convivência entre os jovens, mantendo-os longe das ruas.
 

“O Projeto Saque e Voleio é uma contribuição da execução penal na educação de crianças e adolescentes através do esporte. A melhor aplicação que o dinheiro de penas de multa pode ter é na educação de jovens, encaminhá-los para a vida, é fazê-los importantes, entregar-lhes autoestima e nada melhor do que isso que a educação pelo esporte”, garantiu o juiz Cesar.

Questionado sobre os resultados do trabalho desenvolvido com esses jovens, o professor Celso Pinheiro de Souza explicou que já trabalhou em outras propostas de cunho social, como o Projeto Saque e Voleio, e são perceptíveis as mudanças, além do crescimento de cada aluno.

“Um dos exemplos que cito para mostrar a diferença na vida das crianças que participam desses projetos é o Felipe, que hoje trabalha na academia onde treinamos. Da época em que ele participou, só ele está bem: os outros ou estão presos ou já morreram. Há ainda o depoimento de pais que também notam a diferença no comportamento dos filhos”, disse o professor.

Segundo Celso, o tênis é um esporte de inclusão, embora seja considerado por alguns como de elite, praticado por quem tem alto poder aquisitivo. “Ao longo de 2017, tivemos crianças que participaram de quatro campeonatos e garanto que nenhum dos integrantes do nosso projeto deixa a desejar. Eles estão preparados para enfrentar qualquer disputa”, completou.

Na tarde de hoje foram entregues cinco medalhas para ao melhores jogadores do ano, além de um trofeu de agradecimento como uma homenagem ao juiz e aos promotores.

Autor da notícia: Secretaria de Comunicação - imprensa@tjms.jus.br

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